terça-feira, 13 de março de 2012

4 razões porque um Traumatismo Craniano é melhor que um amor não correspondido

Traumatismos cranianos ou Traumatismo cranioencefálico, basicamente é quando ocorre alguma lesão no crânio, como alguns sabem, eu tive um traumatismo leve em decorrência de um acidente no ano de 2008, o que me causou algumas seqüelas na memória, mas nada grave, ate porque eu sempre tive uma memória ridícula, mas ainda assim, não consegui esquecer um ~~amor platônico~~ de vários anos atrás.

Por isso apresento a vocês 4 razões porque um Traumatismo Craniano é melhor que um amor não correspondido:

1- Você quase sempre está sedado ou desacordado no/durante o traumatismo.
Quando você tem um traumatismo craniano, se você sobreviver, comumente você fica descordado instantaneamente, o que te faz não sentir dor alguma, quando você está se recuperando, geralmente em um hospital, você fica sedado, o que o impede de sentir qualquer dor.

2- Geralmente você não se lembra de nada do trauma
Mesmo que você não tenha sido atingido em alguma região do cérebro que o deixe sem memória, o ser humano, depois de curado ou parcialmente curado, tem uma espécie de “proteção especial” contra traumas que faz com que você não lembre das dores que você sentia durante a recuperação, então, a não ser que você fique com seqüelas, você não se lembrará das dores.

3- Amor não correspondido é foda.
Acho que todas as pessoas já tiveram ao menos um amor não correspondido durante a vida, alguns conseguem superar, outros carregam esse fardo durante ANOS, e por mais que se apaixonem milhões de vezes vez ou outra aquele amor reaparece das cinzas, tornando-o muito mais “dolorido” que um traumatismo craniano, em alguns meses já está curado.

4- A dor da saudade/sentimento de impotência é mais latente e duradoura.
Amores não correspondidos são aqueles em que você se transforma na Clarisse Lispector e fica com “saudade do que não aconteceu”, e essa é a pior de todas.
O que é mais ridículo em um amor não correspondido? O sentimento de impotência, quando você tem ao menos a chance de tentar e fracassa você fica triste, mas ao menos você teve uma chance de tentar, já nos amores platônicos você NÃO TEM A CHANCE DE TENTAR, fica se martirizando e vendo milhões de possibilidades, se teria dado certo ou errado, a duvida ficará eternamente em sua mente. Sentir-se impotente é a pior sensação do mundo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Conto: Lembrancas sob a lua

Era uma noite fria de novembro, atípica naquela região quente em que vivia, ele sozinho olhava a noite enquanto tomava um trago de um whisky barato, a lua estava linda, como sempre, ele a olhava e só queria se desvencilhar dos pensamentos que, em looping, rondavam sua cabeça desde a ultima vez que a tinha visto.

A luz da lua é forte, seu coração acelera só de lembrar dela, ela era linda em todos os sentidos, ele ainda lembrava do gosto do seu beijo dado a anos atrás, lembrava do seu cabelo preto, liso, longo e perfeito, do seu sorriso tímido, mas que contagiava tudo e todos e  que sem querer o fez sorrir também, aquele que era sem duvida o sorriso mais lindo que havia visto.

Lembrou do seu abraço, forte, firme, mas que ele sabia que só buscava proteção, e ele, também se sentido protegido, a abraçava com tanta força que parecia querer sufocá-la, quem sabe buscando não deixá-la fugir.

Seu coração, ainda acelerado, não conseguia esquecê-la, e sua mente usava mil e um artifícios tentando apagar aquele sorriso lindo de seus arquivos, mas ele no fundo sabia que era inútil, que a lembrança era mais forte que qualquer tentativa que ele ousasse fazer de esquecê-la.

Depois de anos, tudo que fazia ainda a lembrava, e ele, abrindo novamente a garrafa e preenchendo o vazio do copo tentava afogar aquela linda lembrança, mesmo sabendo que era passageiro, como uma doença terminal que ameniza os sintomas durante um tempo, mas que você sabe que voltará e será ainda pior.

O álcool era um paliativo, que cada vez mais tinha um efeito menor, que cada vez mais o fazia lembrar e não esquecer.

Os sonhos, como se quisessem brincar com ele, volta e meia a traziam, cada vez mais linda em aventuras que ele talvez nem lúcido conseguiria criar, e ele, se pudesse tomar essa decisão, com certeza não iria querer acordar.

Já havia perdido as contas de quantas vezes havia jurado esquecê-la, mesmo sabendo que essas promessas não podem ser cumpridas, mesmo sabendo que a imagem dela estava tatuada em seu pensamento e que mesmo tendo até se apaixonado varias vezes, o amor por ela ainda estava impregnado em seu coração.

Mais um copo, mais uma lágrima, depois mais um soneto, quem sabe, por enquanto ele só queria estar ali, olhando para a lua e pela sua luz, sentido um pouco do calor dela novamente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

30 anos, o fim da boêmia

Esse texto é um pouco diferente dos demais, é uma espécie de mescla de assuntos pessoais que resolvi fazer aqui nesse blog que é um dos meus orgulhos.

Eu tenho levado uma vida desregrada, e isso não é novidade nem motivo de espanto, minha vida boemia vem trazendo muito mais malefícios que benefícios, principalmente a minha vida financeira, porém ainda não me arrependo e pretendo continuar nesse ritmo por mais algum tempo.

Por quê? Quero que quando começar a viver uma vida “seriamente” quero que seja séria de verdade, o que eu chamo de seriedade é: Levar o trabalho à sério, ter apenas uma mulher e me dedicar a ela, ter filhos e finalmente beber só aos finais de semana e de uma maneira aceitável ao corpo, enfim, condutas mais amenas se comparadas com as que eu tenho hoje em dia.

Atualmente se, por exemplo, em uma segunda feira aparecer um convite para beber (o que infelizmente aconteceu essa semana) eu não nego, estou pronto e aproveito como se não fosse haver amanhã, coisa que eu não farei quando essa fase boemia acabar.

Eu sou um cara quase perfeito no trabalho, não faço fofocas, sou prestativo e muito eficiente, sou inteligente e domino qualquer coisa com poucas instruções, isso me fez ganhar a simpatia e a confiança de todos os meus chefes e me deu credito para, as vezes, faltar até duas vezes na mesma semana e nada acontecer, isso porque eles sabiam que qualquer serviço seria feito em pouquíssimo tempo, sei que faltar não é certo, mas as vezes isso é inevitável.

Invejo quem consegue se dedicar ao trabalho e a diversão ao mesmo tempo, tenho amigos que conseguem beber tanto ou mais do que eu em uma noite e não faltam ao trabalho no outro dia, meu pai antigamente (hoje ele é abstêmio) participava de farras homéricas e ficou inacreditáveis 20 anos sem faltar NENHUMA VEZ por motivos fúteis, se ausentando apenas por raras doenças.

Esse é só um dos motivos para ter orgulho do meu velho, apesar da nossa convivência difícil (às vezes impossível) eu o amo muito, tenho um orgulho inimaginável dele e espero que um dia nossa convivência seja melhor do que é hoje.

Voltando ao foco do texto, minha meta é me divertir sem ressalvas até os 30 anos, idade a qual considero um meio termo na vida, não é muito tarde nem muito cedo para nada, e você já tem experiência para saber o que é certo e errado e ainda tem saúde o bastante para fazer quase qualquer coisa.

Por isso quero dizer que não ignoro os conselhos diários de pessoas eu sei que gostam de mim e querem o meu melhor, eu simplesmente os guardo para quando eu realmente vou conseguir usá-los de maneira certa.

Nos próximos 5 anos a única regra da minha vida é a diversão.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cancelamento do carnaval, ignorância, oportunismo e burrice.

Em tempos de calamidade vemos as mais sinceras manifestações, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim, pessoas se sensibilizam, ajudam, manifestam apoio incondicional, enfim, diversas formas de ajudar são encontradas, mas, por incrível que pareça, o que a maioria das pessoas não faz é ajudar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rolo sério, uma relação desleal com os homens

O ser humano gosta de conquistar, não de ser conquistado já bati muito nessa tecla em outros textos, e o homem pelo próprio instinto de macho tende a ter em sua natureza esse sentimento ainda mais aflorado, é uma questão biológica, natural, em todas as espécies é assim, não tem como negar isso.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Síndrome do Baba baby: Quando a novinha danada cresce

O que será abordado hoje atingiu e atinge milhões de homens todos os dias nas diversas partes do mundo, em todas as classes sociais (mentira, se for rico isso não acontece), é um assunto que queria falar há tempos, mas nunca lembrava de escrever, a denominada por mim, síndrome do baba baby.

Acho que todos nós nos lembramos da famosa música do ícone da MPB chamado Kelly key, a canção chamada Baba Baby, que inexplicavelmente fez um sucesso avassalador, ta bom, nem tão inexplicavelmente assim, porque no Brasil sucesso está longe de ser sinônimo de qualidade, mas esse não é o assunto do texto, pois bem, vocês se lembram dessa letra, né? 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Reprovação por falta, uma gigantesca injustiça.

Uma coisa que eu acho completamente ridícula no sistema educacional brasileiro (acho que do mundial, né?) é a “reprovação por freqüência), sempre que essa discussão se inicia o mundo se divide em dois times, os contra e os a favor, geralmente professores e alunos.

Vamos manter no nível superior, acho justo reprovações nos níveis fundamental e médio, o que me deixa irado, e sem conseguir entender é esse tipo de conduta em universidades publicas e principalmente nas particulares.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lupicínio Rodrigues, um mestre, um idolo.

O estilo de escrever do Lupicínio é sem duvida um dos que mais mexe comigo, a comumente chamada “musica de corno”, mas que nos faz você viajar e lembrar daquele amor de anos atrás que você jurava nem lembrar que um dia existiu.
Ele externava em suas musicas, muitas vezes, casos que aconteciam em sua própria vida, em letras simples e de fácil entendimento popular.

Caixa de Ódio

Tem coisas que as vezes tão fácil julgamos
Que até nos achamos capaz de fazer
Até num coqueiro às vezes trepamos
depois não achamos por onde descer
Um arranhãozinho, uma simples batida
Tem feito ferida capaz de matar
Por isso que eu sempre vos disse querida
Que a gente na vida deve se cuidar

Você por exemplo jamais pensaria
Que uma fantasia em um carnaval
Um simples prazer de uma noite de orgia
Pudesse algum dia causar tanto mal
Matar um amor que já tem tantos anos
Criar um inferno dentro do seu lar
Fazer do meu peito uma caixa de ódio
Como um coração que não quer perdoar

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A escolha de algumas em serem lanchinhos da madrugada

Antes de tudo, quero salientar que não sou nenhum paladino dos bons costumes e não quero defender nenhuma moral, muito pelo contrario, sempre defendi que a mulher tem o direito de fazer AS MESMAS COISAS que os homens e por que não o sexo casual? Porque só o homem tem o direito de usufruir desse maravilhoso “invento” da sociedade “moderna”?
A questão aqui é outra, hoje eu vim para discutir uma conduta no mínimo estranha que acontece todos os dias no mundo inteiro, questão esta que uns dias atrás foi levantada pelo meu amigo Igor Cabral.
Uma menina linda está em uma boate, dançando, bebendo, se divertindo, até ai tudo normal, tudo bem, até que um cara qualquer tenta uma aproximação, um cara “normal”, que não é “influente” no lugar, não tem histórico de pegador nem de ser rico, mas que poderia até, quem sabe, ser uma alternativa de relacionamento não só para uma noite,  vamos chamá-lo de carinha legal.
O carinha legal se encanta pela menina, passa boa parte da noite com ela, conversa, desenvolve uma papo bacana, eventualmente paga algumas bebidas, enfim, tudo como manda o figurino, o cara é interessante, ela por dentro sente-se até atraída, mas ai o que acontece??? Ela diz não, sai, inventa uma desculpa qualquer como ir ao banheiro e pronto, nunca mais você terá noticias dela.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Paixão não se escolhe, amor sim.

Já falei sobre isso anteriormente em outro texto, mas resolvi me aprofundar mais no assunto e dizer que sim, nos que escolhemos quem amamos. O amor é o mais nefasto e ao mesmo tempo o mais sublime dos sentimentos e seria até uma injustiça não escolhermos a quem entregá-lo.

 Paixão é diferente de amor, e isso eu acho que nem preciso discorrer muito a respeito, pois é uma questão clara, quem acha que é a mesma coisa por favor pressione Ctrl+W.

A paixão é uma coisa física, biológica e independe completamente da nossa vontade para acontecer, ela pode surgir apenas com um olhar (sim, é possível), com uma conversa, um beijo, uma noite insana de sexo, uma noite de sexo mais ou menos, mas com um antes e depois que compensa, enfim, das mais diversas formas.

Da mesma forma que a paixão acontece rápido e indolor ela também se vai, mas antes de ir ela pode evoluir pro amor, e ai sim fica MUITO difícil você se desvencilhar, é como se a paixão fosse uma doença sexualmente transmissível que evoluísse pra uma muito mais forte, o amor.